Asas..

>> domingo, maio 31, 2009



Já havia falando em minha mudança inevitável de signo. Junto com ele também vou mudar de amor. Tudo vai ser diferente outra vez. Vai aumentar a dor, vai aumentar o prazer, por outro lado.


Ainda não descobri o significado disso tudo. Sempre procuro saber dessas coisas. Debato-me em meu casulo de bruxa-borboleta sufocada, porque não encontro as respostas. De repente não existe justificativa e a vida é pra se viver de qualquer maneira.


Tinha planejado.


O que se tira de toda essa experiência desvairada de uma paixão? Bem, cada paixão é uma. Eu já tive mais de mil nessa vida de 150 anos de bruxa. Sinto como todo mundo sente. Mas desta vez fui surpreendida. Quando eu quis usar o pó do sumiço, eu quis nunca ter sumido.


O livro de receitas ficou de lado e minha sabedoria foi junto. O que me conforta é que um dia desses, saio de mim com asas bem coloridas e enormes. É aí que voarei. Voarei de mim pra mim.


É assim que vou achar meu novo e verdadeiro amor.

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Maria Karoline e Weslley segundo Letícia Tailane

>> terça-feira, maio 26, 2009

Este é um caso de amor meio platônico, ultra verídico, contado por Letícia Tailane, estudante de Direito do 5º período vespertino do UNICEUMA III.

Ela compartilha conosco a situação do amigo de turma, Weslley que nutre uma paixão retraída pela colega Maria Karoline . A Karol, para a felicidade geral da nação, parece, segundo os colegas, retribuir as cantadas, digamos, autênticas do nosso apaixonado.



O amor é lindo, não é mesmo? Fora da lei então, nem me fale...(Rui Barbosa que nos perdoe). Se você quer ajudar o nosso amigo a conquistar de vez o coração da nossa donzela, deixe o seu comentário e entre nessa luta para que mais um casal se encontre e se firme antes do dia dos namorados. Não seria nada mau que eles ganhassem presentinhos românticos nessa data tão especial. Participem!!





Frase reflexiva inspirada em Weslley: “São nos terminais da vida que nasce uma grande paixão.”(by Consultora Sentimental)





Obrigada Letícia, você é uma colaboradora vip deste blog.





TENTANTIVAS DE CONQUISTA frustradas DO PRETO



Como já dizia certo personagem de uma certa CIA de teatro em uma certa esquete : “ Mas a vida, esta sim é uma caixinha de surpresas...”



Nunca imaginei presenciar, ouvir e até chegar a fazer parte de um grupo de amigos completamente diferente, pessoas de todos os tipos e formas, todo tipo de personalidade e pensamento, opiniões diversas na maioria das vezes contraditórias, mas, somos felizes acima de tudo.



Enfim, nesse texto vou tratar de uma pessoa em especial, na verdade, na relação entre duas pessoas que admiro muito e que fazem parte desse grupo, o Weslley e a Karol.



Weslley é um garoto sincero, até demais, ofende às vezes, mas nós o perdoamos, mora em uma terra distante [Maracanã]... Talvez seja por isso a razão de tanta indelicadeza. Enfim, muito inteligente, dedicado, tem as idéias de um adulto na inocência de uma criança.



De outro lado está a linda Maria Karoline, ou Karol para os íntimos, que, aliás, ela gosta mais de Karol [vai saber porquê né?] Karol é uma menina meiga, decidida, considero-a muito forte , não liga para que os outros dizem, é mimada, e de boa índole.



A história desses dois é cômica, creio eu ter até um pouco de drama, mas não se preocupe. Vai dar tudo certo no final.



Os dois são amigos, gostam muito um do outro, mas quem vê a situação de “fora”, como eu, percebe algumas intenções maliciosas pela parte do garotão. Pena que as tentativas de conquista do Weslley não são de ...digamos... muito sucesso, ele não é tão feliz nos comentários, às vezes, da tanta dó, que da vontade de ensiná-lo como paquerar uma garota [é sério]. Por exemplo, em algumas fotos do Orkut da Karol presenciamos comentários dele do tipo: - “Quem é a menina mais charmosa que eu conheço?.............vc” [é como se ele estivesse falando com uma criança] ou “fifiu.........acho q vi uma gatinha!” [isso não seria Pio-pio e Frajola?] ou então “Com esses olhos não dá pra resistir!” [ainda diz que não tem maldade] . Weslley, ‘criolinho’ do meu coração, você quer enganar quem??? E Karol tadinha, fica sem saber nem o que dizer. Certo dia estávamos nós três na faculdade daí então ele tinha que fazer um comentário infeliz pra acabar o dia. Karol estava falando que quando era mais nova ia de integração em integração pra conhecer a cidade e se aventurar, sozinha, eis que ele diz: “AH, SE A GENTE SE ENCONTRASSE NESSES TERMINAIS DA VIDA” Oo’ [Agora me diz se isso foi tosco ou não foi?] eu me calei e humildemente peguei minha agenda e copiei essa frase, um tanto entristecida, fragilizada de tanta, [desculpa Weslley] ‘breguiçe’, justamente para catalogar aqui as TENTANTIVAS DE CONQUISTA frustradas DO PRETO.



Espero Weslley, que você consiga melhorar, nesse aspecto, gosto muito de ti, por isso quero que você conquiste todas as coisas que almeja na vida, e se uma delas for ‘mulher’ estarei aqui pra te ajudar sempre que precisar!



Te adoro Preto!



Letícia Tailane.







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Ele só quer te comer, sempre

>> domingo, maio 24, 2009






Gente isso é algo muito importante, a saber. A primeira coisa que uma mulher deve colocar em mente é que um homem, a princípio, só vai querer comê-la e pronto. Mas e se o cara te interessou? Muita calma nessa hora. Se apaixonar no dia seguinte é roubada pura. Comece apelando para o lado pensante dele. Vá descobrindo o cara, o que ele gosta de fazer e tal. Nesse intercriminis, destile seu veneno e impregne a sua presa de você.

Um dia você vai dar, mas não vai ser assim. Atenção, a recomendação é apenas para as gatas que quiserem se envolver e nutrir algum sentimento pela criatura masculina que apareceu.



Olha, pode não resultar em casamento, mas o lance vai render bons momentos. Muitos homens são ogros, mas alguns são maravilhosos.



Somos nós quem construímos a realidade que queremos. Pense nisso!



A conselheira deseja que você tenha sucesso nesses dias que antecedem o DIA DOS NAMORADOS e coma alguém.

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Selos ou n selos?







Todos estes selos foram presentes de uma linda amiga, a Tayana.

Querida demorou, mas fiz questão de publicá-los.

Muito obrigada pelo carinho.

Vou bolar um bem lindo pra dizer o quanto você é maravilhosa como blogueira e pessoa.

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Sou do signo de MOSCA

Foram duas semanas difíceis. Vivi comigo a profundidade de mim e descobri que muitas coisas estavam debaixo da minha vassoura mágica.


Se tivesse lido meu signo, ou ouvido na rádio... Só que sou do signo de mosca e ninguém publica nada do meu mundo neste mundo. Liguei pro Mestre dos Magos e ele está de férias. Mas os dias vieram e tive que enfrentá-los mesmo assim.


Acordar foi um suplício. Eu pensei que podia viver por mim mesmo. Engano de alguns séculos de vida em minha vida atual. Como pode ser? Nada é meu, não me pertenço mais de uma hora pra outra, pensei. Mas nunca fui minha mesmo.



Respirei como nunca. Tentei captar a energia que me faltou.



Nem estrelas, nem flores, nem borboletas dessa vez. Nem beijos, nem amores.



Somente eu, desnuda diante de mim. Linda e insolente. Horrível e generosamente complicada.



Mais um dia sem ler o signo. Minha vida se modificou, como brisa sobre mim, pousou. Eu já não conseguia me ver. O espelho nunca mostra minha imagem. Nenhuma purpurina sequer, nenhum brilho.



Bruxas não conseguem se enxergar por reflexos. Só sentem a dor de se transformarem.



Eu queria tanto saber mais, ver mais, sentir... A dor continua. É como se estivesse num casulo, sem o calor do sol.



De mosca à borboleta. O signo vai mudar...



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Filhos da Mãe

>> domingo, maio 10, 2009



Todo mundo pode ser mãe se quiser. É um dom divino que temos em nossa composição espiritual. Uns desenvolvem mais e outros não conseguem detectar esta vocação.

Somos mães de sonhos, de desejos, de projetos, de vida.

Grávidas de idéias, vamos atrás de pari-las e ansiamos para ver o filho crescido, forte e saudável. O nosso filho é a felicidade. Nascemos de uma aspiração ideal de plenitude completa.


Existimos graças a um ser humano que num ato de amor e de coragem, decidiu gerar alguém, carregar no ventre durante nove meses e pela vida inteira, uma outra alma.


Que amor é esse tão desinteressado e por vezes exagerado, porque inexplicável em muitas situações, porque ultrapassa as barreiras da lógica e se coloca sempre a disposição num sacrifício pelo bem do rebento?


É o amor de mãe, simples e fantástico assim.


Somos filhos hoje; sejamos também mães das nossas mães, dos pais, irmãos, dos que sofrem, dos desamparados, dos órfãos de justiça, de amor, de paz e fraternidade.

Vamos parir um mundo melhor!

Feliz dia das mães!!!







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Vou ficar pra TITIA

>> quarta-feira, maio 06, 2009


Acordei num susto hoje. Abri os olhos e procurei por todos os cantos do meu quarto o marido que arrumaram num pesadelo que tive essa noite. Elas, as minhas tias e amigas, queriam tanto que eu casasse, que acabaram elegendo um homem pra eu chamar de meu.

Nesse pesadelo, fiquei muito feliz em saber que o cara era o gostosão do Raj (personagem de Rodrigo Lombardi em Caminho das Índias, novela das 8 da globo.Argh!). No sonho eu queria logo a lua de mel, claro!


Foi um casamento lindo e eu estava completamente livre das acusações de encalhada. Joguei o buquê para Ana Paula Trovão que foi duramente atacada por Úrsula Aghata, Andréa Maoli, Crisályda Vilanova e demais concorrentes ao cargo de futura noiva de qualquer corajoso que seja. O buquê se despedaçou e o cabelo das donzelas, que foram aos tapas, também.


Pois é, comes e bebes, vexames, e vizinhas roubando a decoração da festa.


Quando finalmente eu e “Raj” estamos a sós em um belíssimo lugar que não sei dizer onde, os meus hormônios a flor da pele e minha lingerie francesa maravilhosa esperava para ser estreada pelo meu então, macho, o cara desaba numa desmunhecada daquelas de dar inveja a qualquer bichona de categoria que se preze.


Queridas amigas e família, até em sonho sou sabotada. Dessa maneira eu prefiro ficar pra titia a ter um ‘qualira’ como marido.


Ainda bem que tudo não passou de um pesadelo.







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Amnésia Coletiva

>> sexta-feira, maio 01, 2009

Bombardeio de informações. É dessa forma que o mundo do século XXI é impiedosamente atingido. A prática do jornalismo segue o signo da velocidade na produção e na reinvenção da notícia, onde o mérito está no imediato, ou melhor, na informação em “tempo real”.


Com o boom tecnológico, também explodiram os meios de comunicação por toda a parte do planeta. A existência de inúmeros veículos de comunicação e uma pluralidade de pontos de vista distintos divulgados, dão a impressão de se estar num espaço democrático em que todos os indivíduos são plenamente satisfeitos em suas necessidades e interesses.



A aldeia global de Marshall McLuhan hoje abrange com intensidade a dimensão do campo das idéias e sentimentos de cada homem.


A larga produção de notícias em escala brutal - a cada dia, hora e minuto - gera um efeito paradoxal: o telespectador/leitor se vê obrigado a acompanhar todas as informações, e por isso, não tem tempo para refletir criticamente sobre um determinado fato, porque logo outra notícia já acontece.

O que gera um sintoma fatal da globalização: a amnésia coletiva.

O indivíduo que superficialmente se apropria de outras realidades distantes, que é inserido nelas imperativamente, se sente cada vez mais só, sem identidade, sem raízes, apenas um anônimo na multidão. Essa agonia colateral da globalização mantém seus tentáculos longos e flexíveis nos lugares e povos mais remotos que se possa imaginar.


Ainda sim, observa-se um aspecto forte e intransponível que emerge nesse processo, a linguagem. Nela estão todas as características da identidade cultural de um povo. Se o meio é a mensagem, como teorizou Adorno, como falar a uma diversidade de culturas de maneira única? Confeccionar um dicionário com palavras e expressões universais, é um desafio impossível. Não daria pra atender as polissemias e ressignificados de um mesmo termo em diversas localidades, presumo.


Dentro da linguagem existem as sub-linguagens que vão sendo modificadas com o tempo e mudanças de hábitos de um povo. No entanto, muitas transformações das práticas culturais-regionais são produto desse efeito cíclico e confuso de causa e efeito da globalização.


Essa realidade é bem ilustrada no campo da moda, onde seguimentos e classes de pessoas são influenciados a consumir posturas, vestuário, atitudes não intrínsecas ao cotidiano natural delas. Como conseqüência negativa é observável a constante erotização da imagem feminina na sociedade brasileira.


A mulher foi tornada um objeto de consumo pela mídia que disseminou o arquétipo do padrão de beleza inatingível que massacra até mesmo o divino campo dos sentimentos, do amor entre duas pessoas. Hoje um deseja um ser humano incrivelmente atraente, sensual e jovem, e o outro se sacrifica para conseguir aparentar essa imagem.



Saindo do campo dos assuntos do coração (afinal de contas, são tais assuntos que movem mercados, que são alvo de ideologias e fins de consumo), a erotização do corpo não apenas atinge mulheres, mas homens. O sexo então vira produto de consumo até mesmo quando a situação não favorece essa assertiva. E o que fazer diante de tudo isso?


Cultivar um olhar mais crítico ao que está sendo oferecido, identificar as necessidades interiores reais e ser resistente à onda de imperativos alienantes exteriores.


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Bola de Cristal

Eu tenho uma bola de cristal e posso ver você daqui de onde estou. Não adianta fugir de mim, você não vai conseguir. O teu caminho passa pelo meu e de mim não tens escapatória. Mesmo que não admitas, estarei em teus sonhos, em teus desejos mais ardentes, na tua pele...

Eu sei o que se passa em teu coração. Abandone-se em minhas mãos. Sinta como é bom o meu calor, a minha boca, o meu toque. Sei que você vai gostar.


Tua resistência não redentora faz você pensar desnecessariamente. Você me quer e fica transtornado com a idéia de me pertencer. Quero você irrevogavelmente, completamente. Quero teu corpo, tua alma.


Vem pra mim...

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O Casório

>> segunda-feira, abril 27, 2009

Fui a madrinha de um casório sensacional que aconteceu neste final de semana, dia 25 de abril. Os noivos proibiram o uso de salto-alto e terno e gravata. Só fui me preocupar com a roupa na manhã do casamento. Oh madrinha destrambelhada!


Há de nascer um noivo tão performático e autêntico como o Bruno. Vestido de branco, informal, calçava um par de All Star branquíssimo, que dava até pena de usar. O Noivo estilo “pai-de-santo” entrou na igreja dançando tango com a mãe.

Posicionado agora, esperava a futura esposa.Dava pra ver que ele estava nervoso, ainda que negasse o fato. Tive o privilégio de sentar do ladinho dele e acompanhar todos os gestos, a mão inquieta e o olhar de quem sabia que a parada era duríssima.

Então a noiva, pontualmente, chegava linda ao som da música dos Los Hermanos, último romance. Os belos olhos verdes e o sorriso encantador transbordavam felicidade.

O padre encarava o noivo profundamente, como se dissesse “ ta vendo o tamanho da responsabilidade?” e ele, como uma criança repreendida, aceitava tudo sem tirar os olhos do sacerdote.

A hora do sim foi tensa, mas ele se saiu muito bem. “Cadê as alianças?” perguntou o celebrante. Todos olharam para um pingo de gente que não conseguia avançar de tanto que o povo falava “vem pra titia, vem!!” no meio do percurso o garotinho de 2 anos, eu acho, virou-se em direção a porta da igreja em desabalada carreira. E a risada foi geral!!! Não seria por causa do noivo ou da noiva que não haveria casamento, desta vez. Mas o lindo garotinho conseguiu realizar sua missão.

“Seu padre, a dela é a menor”, disse Bruno. E seguiu-se o ritual do ‘eu prometo’. Foi emocionante.

No momento do beijo uma chuva de arroz na hora errada, “ainda não!”. Era apenas um tio empolgado com o fato histórico da união do sobrinho. A cerimônia ficou longe da apatia da maioria das celebrações matrimoniais.

Agora a festa!! Fiquei rodeada de rapazes muito simpáticos, numa mesa que só tinha eu de mulher. Conversa boa, encontro com amigos do passado, com amigos feitos naquela ocasião e alguém que eu já conhecia sem nunca ter visto, a Íris.

Dançamos bastante, cantamos “pra não dizer que não falei do Sarney”, e apreciamos mais shows performáticos. O Barata arrasou.

Depois de quebrar 3 taças e de algumas quedas, o noivo já estava com a roupa de outra cor.

E eu, como consultora sentimental, não poderia sair assim sem ter o algo a mais pra contar a vocês, lógico. Essa responsabilidade é fogo!

Então depois de tudo isso, terminei com o padrinho que foi o meu par no casório. Ñão existem mais padrinhos como antigamente...


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Sistema de Cotas

>> terça-feira, abril 14, 2009

"É preciso o auto-reconhecimento, eu devo me sentir negro e devo sentir os efeitos dessa condição numa sociedade, numa cultura. Ela não se sente mais ou menos negra ou parda do que qualquer outro parente seu e de que nunca usou a categoria de parda ou negro em outra situação que não a inscrição para o vestibular”.
Foi o que disse o pró-reitor da Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, Jorge Cunha justificando o cancelamento da matrícula de uma aluna que passou na cota dedicada a negros.
O edital do vestibular dessa universidade disponibiliza vagas para pardos e negros e não esclarece nenhum outro tipo de seleção como a entrevista que foi feita com a aluna em questão. Perguntaram-na se ela tinha sofrido algum preconceito e se considerava parda. Ela respondeu negativamente as perguntas e perdeu a vaga no curso de pedagogia.
O sistema de cotas é um assunto bastante polêmico que mostra as discrepâncias do ensino no Brasil, além da discussão étnica que embala grandes discursos a favor e contra o sistema implantado.
Entre os argumentos a favor está o nivelamento de possibilidades, excluindo qualquer diferença social entre pardos, negros e brancos, entre os mais abastados e os de renda inferior. Sendo assim, todos teriam igual acesso as cadeiras de uma universidade pública.
A declaração cheia de preconceitos do pró-reitor só revela o insucesso dessa solução. De qualquer maneira, mesmo estando aprovado entre as cotas destinadas a negros, o estudante deverá se sentir inferior pela cor que tem. Deverá sempre figurar como vítima de desigualdade para conquistar uma vaga no ensino superior e assim fortificar a diferença, justamente ela, tão combatida pelo sistema de cotas.

Para esta estratégia vigorar, segundo o Pró-reitor Jorge Cunha, as pessoas de cor devem se sentir negras. E o que é se sentir negro? Verifique-se, portanto, a utilidade desse sistema que se propõe incluir excluindo, porque depende da interpretação dos agentes responsáveis pela eficácia dessa proposta. O sistema de cotas, nesse caso, segrega.

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Coisas 'Ilementares'


Qual o logaritmo de log416? Como se processa a digestão nas aves? O número atômico de 36Kr81? A velocidade média de um bonde voador em chamas no céu de São Luís?
Foram tantas coisas estudadas, decoradas, que aprendemos a duras penas, simplesmente para satisfazermos uma etapa do nosso conhecimento que iria nos levar a outros horizontes. Fico imaginando as horas intermináveis de dedicação à trigonometria, Química, Biologia e etc. para que conseguíssemos aprovação nas provas em época de colégio.
O que importa para um advogado uma equação de 2º grau? Um administrador precisaria saber como se processa a reprodução das mitocôndrias? O que me dizem da tabela periódica com aqueles cálculos malucos, para um sociólogo?
Assim como vocês, estudei horrores, tive que me tornar melhor aluna em disciplinas que atualmente não fazem diferença no meu desempenho profissional. Fui aprovada no monstruoso vestibular para a área de Ciências Sociais e nunca utilizei uma função exponencial, nem resolvi aquelas continhas absurdamente enormes que dão zero no final. E alguém me diria, “mas você precisa saber o elementar!” Dependendo da aplicabilidade funcional desse “elementar” concordaria com a pessoa, no entanto, são muitas as “elementaridades” ilementares que um dia aprendemos.
O sistema de ensino atual tem evoluído bastante. A tendência pedagógica em muitas escolas é a de mostrar a utilidade de cada coisa ensinada ao aluno. Preocupação que não havia no ensino tradicional; nele o aluno é considerado um banco onde o professor deposita qualquer informação sem justificar o porquê disso. Sentia-me assim na época de estudante.
O conhecimento cada vez mais se fragmenta e o desafio é o de nos tornamos especialistas de um caco da ciência em que atuamos. São muitos os objetos de estudo e infinitas possibilidades.
Diante disso, resta minha indagação perseverante sobre a importância real desses conhecimentos primários (muitos são necessários, mas a maioria se mostra inútil) que vão ficando descartáveis com a ação do tempo.
Ainda bem que não preciso mais saber que a soma do número de prótons e de nêutrons existentes no núcleo de um átomo recebe o nome de número de massa e é representado pela letra A e que o número atômico corresponde ao número de prótons ou de elétrons existentes num átomo e é representado pela letra Z.
A única química que interessa é aquela que acontece entre mim e aquela pessoa especial. Essa eu recomendo e afirmo sem temor, que todos precisam em qualquer época da vida.
Como adoro química!!!

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O UNO UNE

>> quarta-feira, abril 08, 2009



Já virou rotina passar pela praça de alimentação do Centro de ensino universitário do Maranhão-UNICEUMA, campus III, e flagrar uma reunião interessante de alunos em torno de uma mesa, unidos e compenetrados, movidos por uma causa justa e social: o UNO.
UNO é um jogo antigo e muito conhecido, que foi revigorado pelo movimento dos estudantes de Direito do 5º período da mencionada faculdade. As manifestações de apoio se alastram pelos corredores e salas de aula. Opositores, intrigados com a grande aceitação da ‘onda Uno’, acusam os estudantes de terem transformado a faculdade num cassino a céu aberto. “Puro despeito da oposição!”, diz um integrante do movimento que preferiu não se identificar.
Acompanhei de perto e investiguei a fundo a formação da “onda UNO”. A fundadora do movimento, Kadine, disse que na verdade ela não esperava tal repercussão e defendeu o objetivo pedagógico e social do jogo. Ela afirma que o “UNO une as pessoas e, além disso, tem uma metodologia complexa que aprimora a coordenação motora e o raciocínio do estudante.” Kadine garante que depois de algumas partidas, o aluno se sente mais preparado para apreender as lições jurídicas.
A coordenadora da “onda UNO”, Letícia Tailane, faz uma advertência, “o jogo pode viciar”. Por isso, recomenda-se ao iniciante que vá com calma, pois poderá sair prejudicado no processo, podendo sofrer os efeitos colaterais. No efeito suspensivo, o aluno sentirá uma leve ausência da realidade e confusão mental durante as aulas de direito. Quando esse efeito for devolutivo, ele terá como sintoma uma vontade irresistível de ser devolvido da sala de aula a uma instância inferior, ou seja, a praça de alimentação, que fica no térreo do estabelecimento de ensino, para assim continuar a jogar por horas ininterruptas.
Alguns professores manifestaram timidamente vontade de jogar, mas têm medo de se envolver no movimento. É irresistível!
Contudo, os benefícios do jogo se sobrepõem a qualquer argumento contrário a sua prática. A jogatina é do bem, segundo o resultado da pesquisa encomendada pela Consutoria sentimental.
Eu joguei e gostei do negócio! Constatei que o Uno é uma atividade de impacto na sociabilização de grupos e fiz novas amizades. A sorte de principiante fez com que eu ganhasse duas partidas e me sentisse inserida em um mundo de mil possibilidades coloridas. Se você quiser entrar em contato e saber mais sobre o assunto, fale com Évyla ou Wesley, do 5ºpériodo de Direito vespertino do Ceuma III, assessores do movimento.

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Um causo de amor

>> sábado, abril 04, 2009

Ele a quer, mas namora uma garota há um ano e não tem coragem de terminar com ela porque “tirou” a virgindade dela e, ainda por cima, considera você a melhor amiga dele, o que fazer?
Em primeiro lugar jamais fique com ele, enquanto ele estiver comprometido.
Em segundo, não transpareça estar apaixonada.
O passo seguinte é dar uma sumida básica da vida dele.
Torne-se um fantasma, apareça em momentos estratégicos para assombrá-lo. Como ele sempre te procura, atenda raramente os telefonemas dele e ouça com a atenção de quem está louca pra desligar o telefone. É claro que tudo isso você vai fazer com a gentileza que Deus te deu. Deixe-o cada vez mais necessitado da tua presença. Aparente sempre muita felicidade e tenha bom humor. Dê a entender que você está interessada em alguém. Crie oportunidades para que ele te veja, e nelas esteja linda e deslumbrante, mesmo que você o veja acompanhado. Permita que ele te perceba e o cumprimente de maneira rápida. Importante, esteja sempre bem acompanhada de amigos e bastante ocupada.
O restante requer paciência para aguardar manifestação dele. A tendência é que ele sinta falta de você de maneira mais intensa e fique intrigado com tua ausência. Dessa forma, ele terá os pensamentos ocupados por você e passará a se questionar sobre a escolha que deve fazer. Certamente você terá sucesso se for disciplinada e não se deixar cair nas garras da paixão. Depois me conte os resultados.
Um grande abraço!

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Saldos carnavalescos

>> segunda-feira, março 02, 2009




Muita gente pintou e bordou nesse carnaval.
A vizinha voltou grávida da Bahia, ela lembra apenas que transou com um negão do Olodum em pleno bloco. A camisinha era “P” e o negão “extra G”. Deu no que deu, né?
O primo da amiga da tia da Rosalina perdeu as contas das tchutchucas que pegou, mas a galera não esquece da maluca sem dente na madrugada da terça-feira, ele beijou apaixonadamente a noite inteira como se fosse a mais gostosa do pedaço. O cara se defende - “eu tava bêbado porra! Vocês é que tão com inveja do meu desempenho e ficam inventado histórias!!” Com certeza eu acredito em você, mas as fotografias são tão reais! É Vinicius, eu acho que foi montagem mesmo.
A Wanessa ta com herpes. Nossa, e apareceu isso assim do nada?! Ela beijou apenas 589 bocas. Ta tudo registrado na agenda cor-de-rosa da Hello Kitty. Cuide-se garota!
Pena que os casais se desfizeram antes do carnaval acabar. Pudera, era tanta bunda e tanto homem sarado dando mole. Quem seria louco pra namorar em plena festa da carne??

Cláudio passou 3 dias tentando agarrar uma linda guria ‘dos pernão’ e ‘dos peitão’. Uma louraça deuzebu de lascar. Conseguiu no último dia quando a potranca finalmente caiu na dele e vomitou no carro enquanto ele tentava provar a gostosura dessa tentação. Camisinha nele, Engov com soro glicosado nela e uma ultra-mega-hiper-lavagem no carro da tua mãe! Pegaste o telefone dessa encantadora gostosa??
E teve muito mais. Histórias de carnaval não se levam a sério, né não? Afinal de contas tudo é alegria, tudo é carnaval!!!

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Gentileza que muda a cor

Quinta-feira, normal. Parei num sinal de trânsito e lá veio um daqueles jovens que tentam ganhar um trocado limpando o pára-brisa dos carros enquanto o sinal está fechado. Falei gentilmente que não queria o serviço, mas ele insistiu. Fujo dessa situação desde o dia em que fui agredida por um deles. Tantos carros no sinal e ele escolheu logo o meu, mesmo eu dizendo que não tinha nada pra ele.
Dentro do carro com janelas fechadas, observava a espuma deslizar pelo vidro. Meu pensamento estava longe dali...
O sinal abriu e o rapaz acenou pra mim com um sorriso tão gentil, como se estivesse grato por ter deixado limpar o meu carro. Eu sorri e lamentei não ter nenhuma moeda para oferecer, realmente. Ele continuou sorrindo.
Aquilo foi tão simples, mas mexeu profundamente comigo. Recebi uma gentileza num dia cinzento, de um estranho que precisa de dinheiro e que não fez questão naquele momento.
Eu chorei sozinha durante o trajeto agradecendo pelo gesto inesperado.
Pequenas coisas ensinam muito. O resto do dia foi excelente, parece que abriram as portas da amabilidade para mim que precisei tanto naquela quinta que mudou de cor.

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Desenlace matrimonial


Ela ainda não se acostumou com as complicações do amor. Depois de 5 anos juntos, já não sabia se queria realmente casar com ele ou não. A rotina, segundo ela, é a grande vilã da história, além da falta de paixão como a que sentiam um pelo outro no início do relacionamento. “Será que vamos dar certo juntos?”- pergunta ela a si própria constantemente, querendo encontrar um argumento cabal para encorajá-la a terminar tudo de uma vez. Já não tinha forças para qualquer iniciativa e por isso tinha deixado as vontades mais íntimas seguirem o rumo das circunstâncias sociais. Todos esperavam que aquele casal consagrasse a união como recomendava a etiqueta. Tudo pronto, igreja, buffet, festa, arroz e a lua de mel em Paris, um sonho!
“Qual a noiva que não gostaria de viver esse momento?”, dizem as melhores amigas que suspiram pelo belo noivo dela.
Casamento se desfaz até no altar, mas seria o cúmulo do desrespeito com o ex-quase-futuro-homem-da-vida-dela. Ela mesma não gostaria de passar por esse constrangimento.
Faltam 7 meses para decidir. Ela se contorce toda quando pensa que acabou o conto-de-fadas e custa acreditar que a paixão arrebatadora de antes tinha acabado.
Continua vazia de amor e cheia de medo de ser feliz. Ninguém pode fazer nada se não ela mesma. Suspira pelos cantos olhando para a aliança, numa súplica silente para que algo exterior a ela aconteça e encerre essa angústia devastadora.
Ela não ama mais.

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Estranhos amores

>> segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Algumas pessoas são realmente estranhas na perspectiva dos sentimentos afetivos. Olhar para elas e conhecer o que desejam às vezes é desafiador. Porém, outras não menos esquisitas, são muito cristalinas. Eu consigo ver.
Tem gente que quando se interessa por alguém até consegue dar o primeiro passo para haver comunicação e empaca depois. Isso se explica (olha a minha cara de pau!) porque têm medo de seguir adiante, de se envolver ou não gostou o suficiente para avançar na história.
Indivíduos medrosos costumam fugir da felicidade simplesmente porque não sabem ser amados. Difícil de entender, né? Mas existe um montão de gente assim. São as experiências do passado que deixaram seqüelas no coração destes pobres mortais. Se você está apaixonado por alguém meio extra-terrestre não se atemorize com a situação. Posso dizer que infelizmente esses et’s têm um charme singular e que você deverá ter bastante paciência com esta espécie. Prepare-se, pois alguns não admitem que estão interessadíssimos e, sendo assim, desdenharão de você. Outra característica é que eles são egoístas, narcisistas e adoram subjugar os outros para se sentirem no poder sempre. Então você acha mesmo que se eles se apaixonam vão declarar assim de cara lavada? Nunca! Mas no fundo se revelam excelentes amantes e intensos apaixonados. É por isso que vale à pena arriscar nesses adoráveis medrosos.

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VoCês e Eu

>> sexta-feira, fevereiro 13, 2009


O que poderemos esperar do amor? Tenho confinado meu coração para responder essa pergunta. Subi o mais alto ponto dos meus sonhos e desci às profundezas do mar para dissecar os relacionamentos afetivos. Todos os dias novas situações. Quem ama trai? Perguntou-me uma jovem de 21 anos. Dia desses ouvi de um personagem em um filme antigo, “Monella a travessa”, que fidelidade não tem nada a ver com amor, portanto, quem ama trai sim.
Como entender este paradoxo se o amor presume dedicação incondicional de sentimentos a uma pessoa somente? Bem, existe uma série de mitos e exageros ideais oníricos a respeito do que aprendemos ser o amor. Acho que aí está o problema. Aprendemos desde cedo nos contos de fada que a princesa sempre achará o príncipe perfeito e que viverão felizes para sempre. Crescemos com esse absurdo na cabeça e quando começamos a contemplar o mundo tal como ele é, quebramos a cara e nos enchemos de frustrações porque nunca conseguimos anular o encanto com um beijo, apenas.
A verdade é que não existe fadas-madrinhas e ninguém, se não nós, podemos fazer algo pela nossa felicidade plena. O paradigma do amor perfeito deve ser destruído antes que sejamos arrasados.
Quantas pessoas você conhece que se casam, publicam a data do casório como o ‘dia mais feliz da minha vida’ e depois de um tempo estão se traindo, separando e cheios de mágoas? São a maioria. Duvide dos casais felizes e sorridentes. Em casa eles devem quebrar o maior pau e você nem sabe.
A verdade é que “a pessoa pro resto da vida” só vai acontecer se decidirmos que ela apareça. Somos nós os responsáveis por isto, acredite. Ninguém cai do céu de maneira a nos salvar de nossas expectativas afetivas. É no Hades do dia-a-dia que vamos aprendendo a ‘santidade’ no relacionamento. Você não é perfeito, ela não é também. Relacionamentos exclusivos só existirão se você assim decidir se assim quiser.
Particularmente acho maravilhoso escolher por uma pessoa apenas, para dividir e somar as peripécias da espécie. E a fidelidade? É questão de escolha e de se sentir satisfeito e querer fazer com que o companheiro esteja assim igualmente, para que haja o ‘um para o outro’. Isso é lindo!
Não desista. Relacionamento assim só será possível com um nível elevado de maturidade espiritual, sexual e afetivo. Invista nisso.


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O incestuoso caso de Raimundim Nonato Butão

>> domingo, janeiro 25, 2009


A história começa num bordel em Maracumé. Uma bela mulher de seios fartos e corpulenta, conhecida pelo caqueado que deixava os homens da região de cabeça virada, estava grávida e nem sabia de quem. Mas ela decidiu ter a criança, pois apesar da vida que levava, sempre tinha sonhado em ser mãe.
Foi numa noite de lua cheia que ele nasceu. E a parteira nem conseguia olhar pro menino cabeçudo. Todos ficaram horrorizados com aquela aberração da natureza, Raimundim nascera de pau duro.
Chamaram o padre da cidadezinha pra ver se expulsava a pomba-gira do menino. O velhinho quase caiu pra trás quando se deparou com o neném de pau durinho na direção dele, e falou, “ ah se eu tivesse essa sorte!”.
Mas não teve jeito. Ele cresceu no cabaré e sempre de pau duro. Todos queriam conhecer Raimundim Nonato. Ele, astro de Maracaçumé, cansou da fama e saiu em busca de seu pai. Confiando na sorte, Raimundim pegou a primeira van que apareceu e se foi.
Nunca trabalhou na vida e a primeira oportunidade que teve foi de ser um artista circense. Agora sim o mundo iria conhecer o ‘talento’ deste jovem rapaz. Franzino, alto de sorriso largo, Raimundim ganhou pretígio, era anunciado pelo apresentador do circo como o “homem pau-de-rapadura”. A mulherada ia ao delírio quando o astro equilibrava os pratos no pinto. Era um espetáculo! No entanto, ele ainda não se sentia satisfeito, queria mesmo era conhecer o pai.
Foi numa noite depois da farra numa casa de eventos da Grande Imperatriz que Raimundim encontrou o seu destino. De volta pra casa ele pega um ônibus, um senhor andando de pernas abertas de olhar sofrido procura em volta um assento. É claro que o nosso artista comovido, cedeu o banco para o homem idoso. O velhinho agradece, “oh meu filho obrigado! Hemorróidia é um caso sério!” E daí nasceu a grande amizade.
Quando o velho soube da fama do novo amigo, quase caiu pra trás, afinal aquele pau duro era um sinal de nascença da família do senhorzinho com ‘hemorróidia’.
“Seu filho da puta você é MEU FILHO!!!!”
Raimundim ainda tonto com a revelação ficou tão contente que chorou.
- Pai procurei tanto por você! Como o senhor soube que sou seu filho?”
– Por causa do pau duro. Eu era assim na sua idade. Mas o tempo passou o pau murchou e hoje tenho um ‘butão’ que me impede de sentar direito. Sou o Zezinho Butão dono de uma fábrica de dedal para costura.
Raimundinho em pranto incontrolável disse: “Pai agora sim eu tenho um sobrenome. De hoje em diante vou me chamar de Raimundim Nonato Butão. Nunca mais vou deixar você, papai!”.

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