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Faça algo por você

>> segunda-feira, julho 13, 2009




Será que vale à pena correr riscos pelo que sentimos? O tempo corre, nada espera nessa vida e as decisões devem ser tomadas o mais rápido possível para que possamos ter espaço para outros acertos. Em meio a essa turbulência de compromissos, os sentimentos ficam oprimidos e porque não queremos “perder tempo”, não os expressamos e acabamos doentes por isso.


Não estou sendo trágica, é isso o que acontece quando não valorizamos aquilo que está em nós. Gostar das pessoas, manifestar amizade, amor, carinho e fidelidade está cada vez mais perigoso. Ao menos é isso que a maioria das pessoas internaliza por causa das informações equivocadas e das experiências infelizes da gente e de quem nos cerca.


Essa mensagem de perigo tem alimentado medos e feito com que percamos grandes chances de vivermos algo concreto, bom, que nos realize como seres humanos. Aliás, ser humano é nossa natureza constantemente negada por nós a todo instante, já repararam?


Não somos andróides, como certa conspiração construída pela própria humanidade afirma. Basta assistir a TV por um instante para que você se sinta ultrajado, insatisfeito e infeliz com a sua condição de simples mortal, que trabalha noite e dia para sobreviver. Por que ser como a Top model do momento, ou a mulher-salada-de-frutas dessa salada de frutas sexual sem orgasmos verdadeiros? Por que lutar contra as rugas que inevitavelmente ocorrerão como resultado da oxidação natural do processo de envelhecimento do corpo? Por que ter o carro do ano sempre? Por que estar como uma diva após uma noite mal dormida?


Todos os meios de informação nos transmitem mensagens consumistas anti-felicidade, prometendo justamente o que buscamos, a satisfação completa. Devemos ser mais atentos e filtrar sempre o que chega a nós através dos nossos cinco sentidos.


Precisamos sentir mais. Precisamos nos lançar para os amores que sonhamos, simplesmente para satisfazer a nós mesmos. Chega de aparências! Basta de ser aquilo que os outros queiram que sejamos. Aposte no que você quiser, acreditando no seu poder de escolha, na sua própria sensatez. Confie na humanidade que é peculiar a todo o homem, ainda que muitos neguem essa condição.


15, 28, 37, 80 anos. Todas as idades são formidáveis e a elas pertencem às características e potencialidades que vamos ter em cada fase da vida. Por isso aconselho aos tímidos, que declarem a sua paixão àquela pessoa especial. Não tenham medo, pois são dois os resultados em tudo o que empreendermos: o positivo ou o negativo.


Não perca tempo se lamuriando pelo corpo que gostaria de ter. Agradeça pelo que você tem. O corpo nada mais é do que a materialização da nossa existência e vai nos servir para que sintamos a vida plenamente. Alguém que perde tempo excessivo em academias ou com cirurgias plásticas, não será completo se não souber usar o coração para amar.


Faça algo por você hoje, nem que seja molhar os pés na beirinha da praia, ou apreciar uma flor pelo caminho. Você vai se sentir bem melhor.



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Múmia Feliz

>> terça-feira, setembro 02, 2008


Se existe hora certa para alguém eu não sei. O certo é que a ‘nossa’ conveniência faz a ‘nossa’ hora certa(aprendi isso essa semana). E o destino se também existe, já deveria ter se manifestado para ajudar em muitas circunstâncias dessa passagem na terra dos homens. O fato é que conspiramos a favor ou contra nossos desejos. Nisso eu acredito. É o meu ponto de vista.
Explicou um nobre mestre que tenho, através da ilustração nada atrativa e mórbida, sobretudo, que uma múmia (leia-se: filme o retorno da Múmia II??) com uma perna, ou um braço só, reanimada, corre tresloucadamente em busca de algo, e que isso o remeteu às pára-olimpíadas. Concluiu o notável que tudo vai depender de um ponto de vista. Esse foi o dele(pasme!). De fato.
A parábola pode não ter sido ideal, mas serviu pra dizer o que digo. Tomara que meus pontos de vista sejam saudáveis e livres de qualquer obstáculo que vele a verdade. (que discurso louco!)
Mas voltando a história da hora certa, antes que você leitor vire uma múmia ao acabar de ler esse texto ridículo, a hora certa é uma questão de escolha. A vida que levamos e o que somos é o resultado das escolhas, felizes ou não, que fizemos, eu já disse isso. Ainda estou escolhendo. Isso só vai parar no dia em que eu parar. Espero que quando isso acontecer, eu já tenha visto milhares de borboletas se reproduzirem, já tenha apreciado inúmeros de pores-de-sol e já tenha amado o suficiente para que no futuro,encontrem-me num sarcófago de felicidade assim, uma múmia sorrindo, porque fiz as escolhas certas.

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