Pra arrumar um homi

>> sexta-feira, outubro 31, 2008


"Vc corta o pentelho com uma gilete virgem com a mão esquerda, deixa dormir do lado de fora da casa p pegar um sereno, e dpois pode só fz o chá!"

Foi uma amiga asiática(Botelho) que passou este feitiço para conquistar qualquer homem a qualquer hora. Ela garante o sucesso da simpatia mas adverte que os pentelhos podem causar alergia.
Mulheres que ainda não conseguiram amarrar um homem, essa é a oportunidade!Tem que ser de hoje pra amanhã. O 31 de outubro tem dessas coisas. . .
Eu vou fazer o meu chá e minha vítima que aguarde!!!Feliz dia das bruxas!!!

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Era uma vez o amor

>> sexta-feira, outubro 24, 2008

Se existe fidelidade?
É uma resposta bastante complexa e muito simples também. Como estamos no mundo aonde tudo é relativizado, digo a você que vai depender. Minhas certezas vivem flutuando entre o divino ideal e a realidade infernal. Sinto-me hoje como Madame Bovary de Gustave Flaubert. Idéias pseudo–românticas na vida real nos trazem este cenário: pessoas educadas sob o domínio de falsos ideais e, depois da decepção inevitável, ficamos roídos pelo ressentimento. É assim que a desiludida Madame Bovary, triste heroína do romance de Flaubert, viveu(e vive até hoje em muitas mulheres que ainda sonham com o companheiro perfeito).
Madame Bovary é o primeiro romance realista da história francesa. Flaubert escreve este romance como uma “ficção experimental”. Experiências baseadas em fatos reais.
Encontrei minha própria mentalidade de romântica fracassada nessa personagem. Ela era uma bela sonhadora que se casou com um estúpido médico. Frustrada manteve relações eróticas com outro homem e teve muitas outras aventuras que definitivamente macularam aquele coração tão simples, tão vulgar, tão idealizador.
Nem todos os homens são Hamlets ou Dom Quixotes, e nem todas as mulheres são Emma Bovary, mas sempre existirão representantes desses protótipos. “Emma Bovary Ces’t réalité.”
Somos mocinhas sonhadoras, românticas, acreditando no que as nossas leituras medíocres nos contam sobre a felicidade pelo amor. A decepção é inevitável. Logo nos assaltam as aventuras adulterosas. Desespero. Suicídio. História triste e sórdida.

Posso até ser dramática, mas a minha história não vai terminar assim. Ao contrário, quero muita vida para amar todos os amantes que encontrar. Essa é a alternativa sensata. Talvez seja melhor mesmo deixar essa baboseira de príncipe encantado. Vou ser fiel. Mas a que mesmo???

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Quem lava minhas calcinhas sou eu.

E você cara leitora? Como você procede no próprio infinito particular?
Tira a roupa, joga no cesto, vai tomar banho e deixa a calcinha pendurada na torneira do chuveiro?
Mau hábito. Se você quer conquistar o homem da sua vida todos os dias(sim porque tem que ser um hábito pra virar prazer ) vai ter que rever sua etiqueta doméstica íntima.
Caríssima o seu infinito particular é você e mais nada e mais tudo ao seu redor. Existem coisas abomináveis que fazem parte da gente, é inegável. Mas essas coisas não se devem alimentar, pois elas viram monstros que comem gente e gente que a gente gosta, entende?
Atenção em como gerir o infinito particular! Conquiste cada vez mais espaço nesse infinito.
Livre-se das calcinhas!!!

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As sacanagens de um selecionadoR

Eu conheço um cara assim. Sacana que se auto-intitula Selecionador. É um sacana gostoso, devo comentar, mas é um sacana. As mulheres cada vez mais gostam desse tipo de homem, mas só gostam pra sacanear mesmo. Acabei descobrindo o grande lance do ser ‘selecionador’. Acompanhem o meu raciocínio, fêmeas de plantão. Ele é sacana. As mulheres usam cada vez mais homens sacanas. Eles se deixam ser usados. Mas são muitas as mulheres. Logo para ser um sacana em atividade, deve ser um selecionador. Isso funciona apenas para massagear o ego amargurado desses sacanas.
Pobre de ti corpo sem alma! Dizes que comes, dizes que gozas, dizes que pecas com as mulheres mais fantásticas do mundo de São Luís do Maranhão. Eu acredito. É por isso que você sabe assim tão bem o que uma mulher quer. E por falar nisso, vamos marcar o nosso próximo encontro para sacanear? Prometo que atenderei aos reclames de tua repugnante e ‘rigorosa’ seleção do sexo. Eu farei aquilo que só eu sei fazer. . .topas? As 11 da noite no próximo sábado. Combinado!

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Achei você no meu jardim




Foi assim num dia comum e sem grandes promessas que encontrei o inesperado:você.
Eu sempre passei naquele lugar e o freqüentava até automaticamente. Foi quando resolvi passar no meu jardim que já precisava ser regado, havia tempo que não andava mais lá, encontrei uma flor diferente. Ela estava um pouco desidratada. O susto maior levei quando me aproximando dela pra verificar de que tipo se tratava, ela disse: eu percebo você. Minha nossa! A flor falou comigo ou estou ficando louca (mais?). Realmente falou. Realmente me tornei um pouco mais louca a partir daquele dia. Então fui ouvindo o que ela tinha pra me dizer e me acostumei àquela conversa prazerosa que foi se tornando um hábito gostoso. Resolvi isso, tê-la como um hábito pra mim. Ela me disse que os relacionamentos começam com o prazer e seguem como um hábito. Mas nesse caso considero que as duas coisas podem andar juntas. Outra revelação: a flor é um homem. E ele veio assim pra mim sem explicações metafísicas. Descrever isso tudo é transgredir muitas regras lógicas, talvez você n me entenda. Eu já sou dele sem ele saber. Um beijo e depois outro beijo. Longo, delicioso, cheio de desejos e estrelas. Calor! Quero isso pra mim. Ele me deixou. Fiquei sem ar.

Corri pro mar e respirei profundamente aquele momento que se prolongou por dias. Consigo viver a mesma sensação por tempo indeterminado.
A flor? Onde está a flor? Acordei e vi que no meu jardim só restava uma pétala do que foi o que poderia ter sido. Ele se foi. Descoloriu o meu jardim. Mas ainda terei outra oportunidade. Sei que verei um desses pores-de -sol maravilhosos do mês de outubro ao lado dele. Sei que essa flor urbana demais vai nascer novamente no meu jardim. Eu sei. I know that you want. . .

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Simplesmente VB

>> sexta-feira, outubro 17, 2008

O primeiro nome dela é simplesmente. Agora está longe, na Irlanda. Ela ama com todo o amor que tem no coração e sonha como uma menina. Já foi atriz, cantora, produtora e um monte de coisas. Vai ser feliz agora. Essa é a profissão dela, buscar, alcançar, conseguir. Nunca vi ninguém assim depois que ela foi morar do outro lado do atlântico. Ela mora longe agora. . .
Se vai voltar eu não sei. Sei de gente que é louco por ela. Tem casamento esperando no Brasil, não adiantará fugir. Simplesmente, não adianta! A Irlanda pode esperar pra lua-de-mel.
O seu destino é esse e o amor vai aonde você for querida.
Mas não esqueça de trazer um irlandês maravilhoso pra mim, viu?

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Ela vai casar

>> sexta-feira, outubro 10, 2008



Ela veio de mansinho, toda alegre e cuidadosa e falou pra mim: “eu vou casar!” Nem sei que cara eu fiz, mas nos congratulamos pela novidade. Só depois a ficha caiu. Ouvia um instrumental de piano no meu quarto e, a cada nota musical, uma lágrima surgia. Eu chorei! Ela vai casar e o mundo mudou depois dessa notícia. A menina zangada não vai mais morar comigo, nem brigar, nem me chamar de chata. Roubaram-na de mim. Foi o amor, esse ladrão tão astuto. A ordem natural das coisas... natural? Para ela que tem a vocação matrimonial nas veias, sim. Não falarei mais nada. Não vou macular esse momento especial com minhas teorias sobre casamento. Apenas estarei ao lado dela suportando os derradeiros chiliques de irmã-que-ainda-mora-comigo e sorrindo muito das loucuras que compartilhamos dia-a-dia. Tenho 1 ano pra aproveitar tudo isso. Tenho um ano pra me adaptar.
Ela já é feliz e isso me basta. Mil flores pra você ALLINNE!!!!

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Vou comer você!

>> quarta-feira, outubro 08, 2008



Um dia a adolescência passa. Vai passar quando estivermos com 89 anos. Hormônios a flor da pele, desejos, sensações, juventude, bocas. . . Adoro isso tudo!
Crescer não é fácil. Tem sempre o outro lado da moeda. O mundo e a dualidade. Quem vai querer ser gente grande? Alguém por favor!? Eu nunca quis. Aliás, fantasio até hoje que sou a fada Sininho e que me casarei com Peter Pan. Mas sendo criança me apaixono. Isso não deveria acontecer! Eu não quero me apaixonar, mudar meus hábitos, submeter-me, não quero me enganar. . .

Sempre tem o lobo mau e eu sempre figuro como a idiota da chapeuzinho vermelho. Ainda bem que percebo o quanto antes que só querem me comer apenas. Mas um dia eu viro uma loba e vou sair comendo todos os homens que ousarem cruzar meu caminho. Só falta eu superar a minha ética romântica ridícula. Isso vai ser fácil, já tenho quem me ensine. Vou tirar férias de fada-bruxa. Vou comer você!
Serei a loba mais sacana e infantil do mundo!

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A Bruxa e o E.t.



É uma quase-paixão. Sabe como é isso? O clima aconteceu, nossos anjos fizeram amizade e confabularam um encontro nada fenomenal, mas muito autêntico porque inusitado. Ao menos pra mim. Eu fui querendo mais disso. Confesso que gostei e que gosto ainda(?). Não precisou dizer nada, só olhares. Até a respiração muda quando olho pra ele. A gente fica assim meio boboca, né? A humanidade vem à tona.
Não sei se ele me quer como amiga, ou se me quer como amante. Na verdade sei somente que ele existe. Desconheço o finito e o infinito que fazem parte dele.
Todo apaixonado acha que agora encontrou o amor de sua vida. Mas ele não é o amor da minha vida. Não estou apaixonada, quase. (rsrs).
Nessa historieta sou uma bruxa e ele é um ser de um planeta distante. Somos incompetentes talvez porque ele tenha medo de andar, parece que pisa em estrelas. Talvez porque eu tenha medo de ser enfeitiçada e perder meus poderes sobrenaturais.
Pensei que essa relação que ficou mais no mundo das idéias virasse algo que eu pudesse tocar. Ainda não.
È desconfortável imaginar que poderei ser vítima de sentimentos transitórios, bem típicos dos dias atuais. Projetei nele certa constância. Mas projeções são muito vulneráveis e só criam expectativas.
Está acabando?Você ainda não veio e não ligou. Nessa nossa disputa eu não quero saber. Você vai desdenhar e vai perder. Não queria ser competitiva nem agressiva. Ao contrário, gostaria de fazer você conhecer o paraíso(eu sei fazer isso!). Tenho que dizer. A paixão sobrevive de idealizações, de prazer, é infantil. O amor sobrevive de realidade de desejo.
A nossa infância já passou meu amado. . .

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BEIJAR PASSA GRIPE?



O casal muito simpático L. e O.R. afirma que quando se trata de paixão, não.
Foi assim que o romance deslanchou. Após inúmeras barreiras, falsas amizades, mentiras e desencontros eles finalmente solidificaram o sentimento que tinham um pelo outro. Conto assim romântico porque foi assim. Passei uma tarde inteira na companhia desse adorável casal conversando sobre coisas do coração. Nada melhor pra relaxar da famigerada prova de processo civil (não estudei, que vexame!).
Então L. e O.R. se conheceram na faculdade de direito e logo os anjinhos deles fizeram amizade. Eles aprenderam que o mundo não é cor-de-rosa, que existem ladrões de bons sentimentos e que nessa vida tem de se confrontar as verdades. Olha o famoso princípio do contraditório aí gente!
A O.R. é uma garota linda, cativante, meiga e, segundo L., birrenta. Ela declinou do convite de namoro do nosso amigo L. 2 vezes, mas ele foi perseverante, teve paciência e interpôs todos os recursos possíveis para reformar a decisão dela. Ele diz que ela é meio esquisita. RS.
Um ariano que não gosta de meios termos e uma pisciana apaixonada. Que coisa! Mas essa história e seus detalhes só vêm a enriquecer o mundo dos românticos que acreditam em namoros cheios de coraçõezinhos flutuantes pelo ar.
No corredor da faculdade, os dois foram tomar água. Na verdade foi uma desculpa esfarrapada para ficarem sós, longe da coletividade que sempre os acompanharam. A princesa deste conto real O.R. estava hiper gripada. Ela bebeu primeiro. E L. galanteador, aproveitou a deixa e perguntou: “Beijar passa gripe?” Não lembro bem da resposta dela, mas ele quis logo a práxis da coisa e tascou um super beijo nela.
Apesar da O.R. não ter acreditado nas propostas honestas do L., ele provou e a convenceu de que seriam felizes juntos.
Acho que são e acho que essa história pode ser levada até a nossa graduação, ao altar, aos filhos, à plenitude de amar.
Sejam felizes! Atchimmmmmmm!!! Saúde!

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Intelectualidade e povo


Qual a diferença do senso comum para o sendo comum?
É fácil responder, é só saber o que você prefere. Tem gente comum que gosta do comum. Tem gente especialista que gosta de sofisticação. Tem gente complicada que gosta de complexificar.
Comecei o texto bem comunzinho propositalmente pra evidenciar minha mudança. Sou alguém que pensou ser alguém e que antes repudiava o simples, o comum. Atualmente vejo o simples com uma paixão tão indescritível e é tão louco isso! Gosto de ser simples. Gosto de caminhar na areia, de passear de mãos dadas, de olhar a espuma que se desfaz nas ondas. Gosto do cheiro natural, gosto do sorriso espontâneo. Chega de intelectualidades forjadas, plagiadas, saturadas. Repudio decorar nomes de autores, de músicas, de livros. Repudio decorar com finalidade de auto-afirmação da pseudo-intelectualidade. Por isso esqueci quase tudo o que estudei, esqueci que aprendi a ser assim também, uma marionete da sociedade. Quero apenas ser eu e pronto. Não leio mais revistas, jornais ou assisto tv. Assumo meu eu popular. Eu quero é passar bem. Sou uma intelectual sim, mas do povo.
Quero dançar um brega com você!

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Eu disse sim

>> quinta-feira, outubro 02, 2008

Foi assim. Ele quis sair comigo. Eu disse sim. No dia, arrumei-me. O relógio deu a hora. Eu fui. Ele foi. Encontramos-nos. Teve beijo. Foi bom.
Depois ele me convidou. Aceitei. Esperei, esperei. . .Vesti-me como um lírio. Estava linda! Ele...bem ele demorou. Chegou. Teve beijo. Foi bom.
Aí ele quis de novo. Eu quis também. Apaixonei-me. Perfume, batom. O tempo passou. Nada dele aparecer. Ligou. Não vem. Sozinha, voltei pra casa. Pensei. Será? Concluí. Quero muito ideal para algo que nunca vai ser perfeito. Dormi...Z..z...z...Z..Z..Z..z...z...

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Prefiro ser uma barata

>> terça-feira, setembro 30, 2008



Pior do que uma barata. Hoje eu saí de mim e me vi medíocre. Motivada por um fator externo que me incomoda bastante e que já tirou meu sono, eu me vi medíocre. Obrigada fator externo por me fazer enxergar o pior de mim! Preferiria ser uma barata hoje.
Estou em plena crise de T.P.M. e me acontece uma semana exaustiva, cheia de expectativas frustradas e de metimentos de pés pelas mãos. Eu já me disse milhares de vezes que preciso mudar, mas meus hormônios são mais fortes que eu.
Eu sou feia e o mundo é cruel. Pior ainda é enfrentar uma semana de provas de Direito comercial, do Trabalho, Constitucional, Penal, Proc.Civil, Civil. Aí não tem ser humano
mulher nenhum que agüente tantos procedimentos. AFF... Mundo por favor explode só por essa semana, vai!!!!

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Psicologia da justiça


Será que podemos ser tratados com justiça independentemente de nossa vontade?

Aristóteles em Ética a Nicômano, livro 5 nos diz:

“É realmente possível sofrer injustiça voluntariamente ou, ao contrário, sofre-se a injustiça sempre contra a vontade, da mesma forma que toda ação injusta é voluntária? E sempre se sofre a injustiça voluntariamente, ou sempre contra a vontade, ou ora de um modo, ora do outro?”

Pode acontecer, mesmo que nossa vontade busque ou não a justiça por meio do caráter em algo que fazemos para nós.
É difícil definir o agir justamente e fazer uma ação justa. No agir é a nossa disposição interior é que delineia a justiça. É o estado interior, a mente e o coração se harmonizam para atingir o equilíbrio. Aí vemos que existe o sujeito que é justo e aquele que apenas por acaso faz ações justas. A justiça de uma atividade é dependente de quem a origina.
É impossível também ser tratado injustamente de maneira voluntária. Ainda que um agente insano conseguisse persuadir outra pessoa a fazer algo injusto consigo, a justiça da ação dependeria do agente em si, e não de quem sofre os efeitos da ação.
As ações justas ou injustas sempre vão depender de quem as realiza e não das pessoas que sofrem os efeitos.
Pensei nisso hoje. Pensei em agir motivada por um acesso quase incontrolável de emoções destrutivas. Mas nada vai depender de minhas deliberações. A justiça se enraíza no coração. Não tem jeito. A verdadeira justiça nasce da alma. É a sensibilidade, a intuição, o conhecimento interno e externo que formam um bom julgador.

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Por outra pessoa

>> sexta-feira, setembro 26, 2008

É o seguinte. Inspiração é diferente. Preciso disso pra viver, pra escrever, pra me relacionar, pra trabalhar, inclusive.
Da topada vem um "puta que pariu", do bichano miau, do cara que buzina atrás de vc um "CARALHO!", e assim por diante. Isso é pra dizer que o que digo não é assim somente o que está escrito.
Cuidado com as palavras! Cuidado! Elas são lindas, enganam e transmitem verdades. Prefiro mentir com classe. Mas sentimentos levo à sério. Tão à sério que me apaixono pelo primeiro que sorri pra mim e me diz "boa tarde!".
Acho que essa semana vou me apaixonar por outra pessoa.

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A menina, a gata e a lua

>> domingo, setembro 21, 2008

Chegou a casa e encontrou a sua pequena confessora deitada no sofá como de costume. Preguiçosa. Naquele dia havia tido experiências e sensações únicas que enchiam o estômago dela daquelas borboletinhas inquietas. A lua estava cheia, parecia com a menina. Repleta de luz, promessas e desejos. Ela apenas tomou um copo de água e foi pra varanda. Ficou na penumbra vigiando o astro luminoso e ressentindo as emoções que teve durante o dia.


Logo aparece a gata, Capitu o nome dela. A felina companheira desses momentos meditativos. Ficaram assim, as duas, a menina e a gata contemplando a lua numa atitude hipnótica como se esperassem cair do céu todas as respostas.


A lágrima que vem molha o rosto na menina e goteja levemente no bigode da Capitu que lambe sentindo o gosto salgado dessa dor e alegria da sua dona tão amada. Ninguém entenderia. E ela tinha um amor extremo e intenso que não cabia dentro dela. Somente Capitu com a sabedoria que só os gatos têm. A menina desejava tanto ser uma siamesa. A vida seria menos complicada. Capitu só reclama quando tem fome ou quando ninguém dá atenção a ela.


Ela pensava. . . Olhava pra Lua com vontade de ir morar lá, ela, a gata e os sonhos.

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Saltos mortais

>> domingo, setembro 14, 2008


Tempo de eleição. Vou orientar você caro eleitor a fazer o voto consciente. Começo dizendo que prestem bastante atenção na vida pregressa dos candidatos que estão por aí vendendo promessas vazias. Eles não têm como sustentar nada do que dizem.
Eu sou diferente porque falo de sonhos e a minha garantia é para vida toda, pois sonhos podem ser perpétuos. Eu sonho todos os dias que vou fazer alguém feliz e que vou ser muito realizada. Já sou até. Sou quem dá saltos mortais diariamente quando acordo, bem como você. Por isso não somos diferentes. Você já me conhece e sabe do que eu falo. Saltar de um lugar bem alto logo que se abrem os olhos para os primeiros raios solares é o esporte mais radical da face da terra. Eu vivo! Viver é isso.
Vamos saltar juntos para o além. Nessa semana que passou me disseram: “eu gostaria de ver você indo além...” Falo isso para você eleitor: Vá além!
Não existe pára-quedas. Você vai sentir um frio imenso na barriga, vai olhar para baixo e dizer “eu vou me lascar no chão”, vai pensar que poderia ter saído pelado nas ruas, ou ter aceitado o convite para casar, vão passar um monte de tolices sentimentais pela sua cabeça; em contrapartida você vai admirar o horizonte de maneira privilegiada, vai ter a sensação de liberdade que nem o credicard ou o visa internacional compra, vai existir de maneira única, vai alcançar a sabedoria máxima dessa nossa aventura pela terra dos homens e vai concluir que não adianta nada evitar o fluxo do destino. Dessa vida meu amigo, não se sai vivo.
Acho que agora ganhei o seu voto, posso comemorar minha vitória.
Obrigada Brasil!

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Meu vestido de re-ta-lhos.


Vou mandar fazer um vestido de retalhos pra mim. Muitos pedaços de panos com todas as cores e texturas possíveis. Sou assim muito colorida. Um dia alguém me chamou de psicodélica, fiquei preocupada e pensei: “será que esse cara está me xingando?”. Mas eu cresci um pouquinho e aprendi o sentido do que ele quis dizer.Rsrs.


Adoro arco-íris, é tão perfeito, tão harmonioso! Tem todas as cores e não é brega. Quanto a isso sei que corro sério risco de sair da etiqueta para Glorinha Kalil, mas sinceramente, pouco me importa. Ela iria perdoar se me conhecesse.


Penso num vestido diferente que reúna muitas personalidades em um só. Vou falar para o costureiro que faço questão dos retalhos esquecidos das roupas das pessoas que nem conheço. Já desenhei o modelo e ele certamente será usado numa ocasião muito especial. Estou ansiosa por vê-lo pronto. Ele já existe, eu já o vejo, só falta vestir. Tenho certeza de que nesse dia ganharei um beijo apaixonado de alguém. Não porque eu seja irresistível, mas porque eu sei que estarei tão feliz e irradiante que qualquer pessoa ficará com vontade de me tocar. Lembra do filme “O Perfume”? Pois é, o cara conseguiu o inacreditável, a fragrância universal, o antídoto do amor. Matou lindas mulheres e roubou o aroma dos corpos delas. No meu caso tudo vai acontecer com tesouras e agulhas, mas sem mortes. Será o contrário. Darei vida àqueles pequenos e desprezados retalhos de pano e eles sim serão os criminosos porque roubarão os olhares, porque escandalizarão homens e mulheres ortodoxos, porque vão me tornar mais pecadora, mais vaidosa... e eu alcançarei contentamento.


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RESULTADOS CONCRETOS


“Quero resultados concretos!” Foi assim que minha adorável nutricionista terminou a conversa comigo. Como conselheira sentimental que sou não posso decepcioná-la, pois o assunto de que falávamos era o de alimentação saudável para o coração. Coisa de quem se preocupa com o bem-estar do corpo e da alma. Vivo rodeada de grandes profissionais malucos da vida. Isso é fantástico!


Sinto-me na obrigação de produzir tais resultados. Sei que sou capaz(lá vem a mensagem de auto-ajuda...rsrs). Mas é verdade pow! [sinceramente eu rolo de rir de mim.=)]


Temos tantos tormentos, anseios, medos bobos. No final das contas, soma-se tudo isso e dá em merda, segundo o meu outro cliente capitão da polícia que tem uma visão mais pragmática de tudo.


Vamos deixar o ócio improdutivo de lado, aliás, para trás, de maneira que nem lembremos mais dessas inconvenientes armadilhas da nossa mente para nos fazer perder grandes ou pequenas chances de experimentar, de gozar, de gostar.


Sabe de uma coisa, sou uma farsa que tenta se tornar realidade, mas não digam isso a ninguém porque minha profissão correria perigo. Farei como o mestre que para aconselhar alguém a deixar de comer açúcar, ele próprio teve que fazer a dieta do doce para poder dar o exemplo. Difícil isso! Aff... Mas se é desafio eu to dentro. Minha vida é assim um salto mortal( Vou escrever mais sobre isso no próximo texto).


Quero cair de beijos no futuro. Beijos longos, bem dados, com sabor de quero mais isso pra eternidade o tempo inteiro(eu inventei isso.É autêntico de mim!!!). Ouviram isso? Eu gritei do fundo da alma. Isso é “pra você sabe quem”. Aguardo reciprocidade intensa.


Atenciosamente,


A garota dos resultados concretos.

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Múmia Feliz

>> terça-feira, setembro 02, 2008


Se existe hora certa para alguém eu não sei. O certo é que a ‘nossa’ conveniência faz a ‘nossa’ hora certa(aprendi isso essa semana). E o destino se também existe, já deveria ter se manifestado para ajudar em muitas circunstâncias dessa passagem na terra dos homens. O fato é que conspiramos a favor ou contra nossos desejos. Nisso eu acredito. É o meu ponto de vista.
Explicou um nobre mestre que tenho, através da ilustração nada atrativa e mórbida, sobretudo, que uma múmia (leia-se: filme o retorno da Múmia II??) com uma perna, ou um braço só, reanimada, corre tresloucadamente em busca de algo, e que isso o remeteu às pára-olimpíadas. Concluiu o notável que tudo vai depender de um ponto de vista. Esse foi o dele(pasme!). De fato.
A parábola pode não ter sido ideal, mas serviu pra dizer o que digo. Tomara que meus pontos de vista sejam saudáveis e livres de qualquer obstáculo que vele a verdade. (que discurso louco!)
Mas voltando a história da hora certa, antes que você leitor vire uma múmia ao acabar de ler esse texto ridículo, a hora certa é uma questão de escolha. A vida que levamos e o que somos é o resultado das escolhas, felizes ou não, que fizemos, eu já disse isso. Ainda estou escolhendo. Isso só vai parar no dia em que eu parar. Espero que quando isso acontecer, eu já tenha visto milhares de borboletas se reproduzirem, já tenha apreciado inúmeros de pores-de-sol e já tenha amado o suficiente para que no futuro,encontrem-me num sarcófago de felicidade assim, uma múmia sorrindo, porque fiz as escolhas certas.

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